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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Resenha: Between Shades of Gray (A Vida em Tons de Cinza) - Ruta Sepetys

  Oi, povo feliz!
  Desculpem a ausência no fim de semana, tive que sair! Mas já estou de volta, e com a resenha de um livro muito triste e tocante, e também ótimo que é Between Shades of Gray (A Vida em Tons de Cinza - Arqueiro) da Ruta Sepetys! Lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                       
Nome: Between Shades of Gray        
Autor: Ruta Sepetys
Gênero: Young Adult
Número de Páginas: 344
Lançamento: Março 2011                                          
Editora: Philomel Books
_____________________
              Brasil
Nome: A Vida em Tons de Cinza  
Número de Páginas: 240
Lançamento: 2011
Editora: Arqueiro                               



                                   Sinopse
  Original
  "Lina is just like any other fifteen-year-old Lithuanian girl in 1941. She paints, she draws, she gets crushes on boys. Until one night when Soviet officers barge into her home, tearing her family from the comfortable life they've known. Separated from her father, forced onto a crowded and dirty train car, Lina, her mother, and her young brother slowly make their way north, crossing the Arctic Circle, to a work camp in the coldest reaches of Siberia. Here they are forced, under Stalin's orders, to dig for beets and fight for their lives under the cruelest of conditions.
  Lina finds solace in her art, meticulously - and at great risk - documenting events by drawing, hoping these messages will make their way to her father's prison camp to let him know they are still alive. It is a long and harrowing journey, spanning years and covering 6,500 miles, but it is through incredible strength, love, and hope that Lina ultimately survives.Between Shades of Gray is a novel that will steal your breath and capture your heart."

  Brasileira
  "Lina Vilkas é uma lituana de 15 anos cheia de sonhos. Dotada de um incrível talento artístico, ela se prepara para estudar artes na capital. No entanto, a noite de 14 de junho de 1941 muda para sempre seus planos.
  Por toda a região do Báltico, a polícia secreta soviética está invadindo casas e deportando pessoas. Junto com a mãe e o irmão de 10 anos, Lina é jogada num trem, em condições desumanas, e levada para um gulag, na Sibéria.
  Lá, os deportados sofrem maus-tratos e trabalham arduamente para garantir uma ração ínfima de pão. Nada mais lhes resta, exceto o apoio mútuo e a esperança. E é isso que faz com que Lina insista em sua arte, usando seus desenhos para enviar mensagens codificadas ao pai, preso pelos soviéticos.
  A vida em tons de cinza conta a história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor. Para construir os personagens de seu romance, Ruta Sepetys foi à Lituânia a fim de ouvir o relato de sobreviventes dos gulags. Este livro descreve uma parte da história muitas vezes esquecida: o extermínio de um terço dos povos do Báltico durante o reinado de horror de Stalin.
  Para Estônia, Letônia e Lituânia, essa foi uma guerra feita de crenças. Esses três pequenos países nos ensinaram que a arma mais poderosa que existe é o amor, seja por um amigo, por uma nação, por Deus ou até mesmo pelo inimigo. Somente o amor é capaz de revelar a natureza realmente milagrosa do espírito humano."


              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      


  Eu realmente não sei como falar desse livro... É tão difícil pra mim falar dele como foi de Os Treze Porquês ou A Menina que Roubava Livros, porque eu sinto que no meu vocabulário jovem não existem palavras o suficiente pra expressar a imensidão da emoção contida nesses livros, inclusive em Between Shades of Gray.
  Desde o começo, a história nos apresenta como narradora Lina Vilkas, uma menina de 15 anos lituana, que se vê em meio a conflitos da Segunda Guerra quando Soviéticos invadem sua casa e a levam a um trem lotado e mau-cheiroso. Lina é uma personagem extremamente forte, que sabe o que quer e quando fazer as coisas. Ela luta por seus direitos e não se deixa cair, e foi melhor ainda ler o livro aos olhos de Lina. Você vê como, no meio de tudo aquilo, ela não desiste de sua família, de sua arte, de seu primeiro amor. Ela luta por tudo isso, para que as pessoas que ela ama e aprendeu a amar com o tempo lá passado não morram em vão.
  Andrius é o garoto que ela conhece no momento mais difícil de sua vida e, mesmo brigando bastante e não querendo aceitar, ele é uma das razões que leva Lina a seguir em frente, fazendo ele também um personagem muito importante.
  A maneira como a história é contada é maravilhosa, e o talento da autora é realmente surpreendente. Ela aborda esse assunto tão "ignorado" com uma facilidade e uma forma de escrita impressionantes, botando de tempos em tempos flashbacks da vida de Lina antes da Guerra. É uma narrativa triste, mas ao mesmo tempo linda, e é isso que eu sinto com a própria história do livro. Mesmo ela sendo triste, horrível, você percebe que a autora consegue traçar nesse meio uma história bela, que você sabe que te seguirá por vários anos.
  A capa, pra mim, representa exatamente o que nos fala o livro: no meio de uma nevasca, pode nascer uma planta, uma faísca de esperança de vida. E é isso também que diz o título. Depois de ver esse vídeo da autora (sim, eu vi tudo) e descobrir o significado do título, me surpreendi. O que nos diz o título é que algumas pessoas no meio dos vis soldados queriam realmente ajudar então, às vezes, Entre Tons de Cinza (tradução literal do título, necessária aqui) existe uma frestinha por onde entra luz.  
  De uma maneira muito tocante, Ruta Sepetys nos traz a história de uma realidade da Segunda Guerra Mundial pouco abordada, e nos faz pensar muito sobre a própria vida dessas pessoas. É uma história bela e impressionante que todos deviam ler. Recomendo e muito!

  Nota (1 a 5): 5    


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mini-resenha: O Sobrinho do Mago - C.S.Lewis

  Oi, povo feliz!
  Hoje vou fazer uma mini-resenha de O Sobrinho do Mago do C.S.Lewis! E por que mini? Bom, por que o próprio livro é mini! O livro faz parte (é o primeiro, actually) da série As Crônicas de Nárnia, uma série infantil e muito famosa na qual cada livro tem umas 100 ou 200 páginas, mais ou menos. Então, fica difícil fazer resenha mesmo!
  Ah, e uma informação inútil: nas minhas resenha dos livros d'As Crônicas de Nárnia, eu vou colocar em todos como nota 5, por que é a nota que dou aos sete juntos (sim, eu já li quase todos, mas com 8 anos de idade então meio que não vale)! Lá vai!

  P.S. Essa é a capa brasileira do Volume Único com os sete livros, que é o que estou usando para ler a série.

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                         
Nome: The Magician's Nephew        
Autor: C.S.Lewis
Gênero: Middle Grade/Infantil, Fantasia
Número de Páginas: 202
Lançamento: 1955                                          
Editora: HarperCollins
_____________________
              Brasil
Nome: O Sobrinho do Mago   
Número de Páginas: 188
Lançamento: 1997
Editora: Martins Fontes                               



                                   Sinopse
  Original
  "This is a story about something that happened long ago when your grandfather was a child. It is a very important story because it shows how all the comings and goings between our own world and the land of Narnia first began
  When Digory and Polly are tricked by Digory's peculiar Uncle Andrew into becoming part of an experiment, they set off on the adventure of a lifetime. What happens to the children when they touch Uncle Andrew's magic rings is far beyond anything even the old magician could have imagined.
  Hurtled into the wood between the Worlds, the children soon find that they can enter many worlds through the mysterious pools there. In one world they encounter the evil Queen Jadis, who wreaks havoc in the streets of London when she is accidentally brought back with them. When they finally manage to pull her out of London, unintentionally taking along Uncle Andrew and a coachman with his horse, they find themselves in what will come to be known as the land of Narnia. "

  Brasileira
  "A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais. "

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      


  O Sobrinho do Mago é um dos meus livros preferidos de Nárnia. No livro, nos é contada a história de como "nasceu" Nárnia, como começou tudo aquilo. Descobrimos como a feiticeira Jadis foi solta no mundo, como Aslam foi o verdadeiro Criador de Nárnia, enfim... É uma história escrita brilhantemente bem, com uma descrição impressionante de um mundo completamente novo, junto com um ar infantil que, vamos concordar, é o que dá graça a Nárnia! Os personagens, por serem crianças, aceitam com facilidade o que veem, não criando uma enrolação chata. Mas o melhor foi, com certeza, a maneira com a qual o autor deixa no fim da história fios soltos, que vão lentamente se unindo, se entrelaçando nos outros seis livros da série. É uma coisa magnífica, digna de J.K.Rowling! Haha
  Nem hesito em recomendar Nárnia que, mesmo sendo infantil, é uma série que pessoas de qualquer idade podem aproveitar! Com certeza deem uma chance aos livros! :)



  Nota (1 a 5): 5  


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Resenha: Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - Ransom Riggs

  Oi, povo feliz!
  Hoje, voltando um pouco à ativa, vou resenhar o livro Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, do Ransom Riggs! O livro é muito bom, só infelizmente não foi ótimo como eu esperava... Mesmo assim, gostei muito! Lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                            
Nome:    
Autor: Ransom Riggs
Gênero: Young Adult, Suspense, Fantasia
Número de Páginas: 352
Lançamento: Junho 2011                                          
Editora: Quirk Publishing
_____________________
              Brasil
Nome: O Lar de Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (tradução livre) 
Número de Páginas: Sem informações
Lançamento: Sem informações
Editora: Sem informações                                



                                   Sinopse
  Original
  "A mysterious island. 
  An abandoned orphanage. 
  And a strange collection of very curious photographs. 
  It all waits to be discovered in Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, an unforgettable novel that mixes fiction and photography in a thrilling reading experience. As our story opens, a horrific family tragedy sets sixteen-year-old Jacob journeying to a remote island off the coast of Wales, where he discovers the crumbling ruins of Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children. As Jacob explores its abandoned bedrooms and hallways, it becomes clear that the children who once lived here—one of whom was his own grandfather—were more than just peculiar. They may have been dangerous. They may have been quarantined on a desolate island for good reason. And somehow—impossible though it seems—they may still be alive."

  (Tradução)
  Uma ilha misteriosa. 
  Um orfanato abandonado. 
  E uma estranha coleção de fotografias muito curiosas. 
  Tudo isso espera para ser descoberto em Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura arrepiante. Na abertura, uma tragédia horrenda em sua família leva Jacob, de dezesseis anos, a fazer uma jornada até uma remota ilha no litoral de Gales, onde descobre as ruínas decadentes do Lar de Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. A medida que Jacob explora seus quartos e corredores abandonados, se torna claro que as crianças que viveram ali, seu avô no meio destas, eram mais do que apenas peculiares. Podem ter sido perigosas. Podem ter sido mantidas em quarentena em uma ilha isolada por uma boa razão. E de alguma forma, por mais impossível que pareça, podem ainda estar vivas.
  

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      


    Eu com certeza me surpreendi com Miss Peregrine's Home for Peculiar Children. Hoje em dia eu venho percebendo, e aposto que não só eu, que quase todos os livros têm os mesmos temas: depois de The Hunger Games, distopias, depois de Twilight, vampiros e etc... e que são poucos os livros realmente bons que fogem desse vício. Miss Peregrine's pra mim foi surpreendente porque aborda um ponto totalmente novo e criativo, que é o da viagem no tempo através de time loops, isto é, portais temporais.
  A história é contada pelo personagem Jacob, jovem e inseguro, mas também forte e decisivo. Apesar de ser zoado como maluco e de morrer de medo de seguir o caminho que seu avô traçou para ele, ele vai pela curiosidade de uma aventura. Gostei bastante de ler a história pelo ponto de vista dele, como ele mesmo acha que está ficando louco ao ver algo aparentemente impossível no leito de morte do avô, e depois vê-lo começar a acreditar com o desenrolar dos acontecimentos da história (se contar mais, estraga ahah).
  O início do livro é ótimo, o autor cria um mistério excelente envolvendo as crianças e o próprio Jacob. Quase não consegui largar o livro nessa primeira metade! Já a segunda... Bem, não é ruim! Mas, com certeza, é bem pior que a primeira parte do livro. No começo, temos a apresentação de tudo aquilo como algo, realmente, peculiar, mas depois parece que deixa de ser assim do meio do nada, e se torna uma coisa normal, familiar para o Jacob. É algo que não parece tão ruim dito assim, mas que não faz muito bem à história.
  O uso do autor das belíssimas e altamente desconcertantes fotos em branco-e-preto é uma coisa genial! Às vezes, mesmo com uma ótima descrição, não conseguimos formar em nossa cabeça uma imagem clara o suficiente do que está sendo descrito, o que não é um problema no livro! Elas dão um ar mesmo de peculiaridade ao livro, até por serem uma coisa totalmente diferente e inovadora! Na verdade, acho que foram minha parte preferida do livro, mas ok... Haha
  Infelizmente, o livro não entra na lista de Must Read, mas podem ter certeza de que, para quando não tenham o que ler, Miss Peregrine's é ótimo, divertido, cheio de aventura e um tanto perturbador! Haha

  Nota (1 a 5): 4   


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

domingo, 2 de outubro de 2011

Resenha: The Dark City - Catherine Fisher

  Oi, povo feliz!
  Ignorando minhas já inclusas desculpas, vamos pular direto pro que é importante: uma resenha!!!! Isso mesmo, eu, o Juan, o que nunca posta, estou fazendo uma resenha, então vamos aproveitar! Haha A resenha de hoje será de The Dark City da Catherine Fisher, livro que recebi numa promoção do blog Knitting and Sundries. Essa autora, a Catherine Fisher, é a mesma de Incarceron, um livro ótimo que entrou na minha lista Must Read (resenha aqui), e que será lançado aqui no Brasil em Outubro, pela Novo Século.
  Uma coisa antes de começar a resenha: sei que sempre digo isso mas, desculpem mesmo por basicamente só resenhar livros em inglês! O fato é que eu amo absolutamente ler em inglês, e faço isso muito mais que em Português, causando nosso probleminha. Sei que o blog é em Português e que isso deve ser irritante, mas não consigo mudar do meio do nada! Desculpem... Bom, vamos lá!


Informações (Ir)relevantes:
         Original                                            
Nome: The Dark City                                         
Autor: Catherine Fisher
Gênero: Young Adult; Fantasia
Número de Páginas: 384
Lançamento: Maio 2011 (1ª Agosto 1998)                                          
Editora: Dial
_____________________
              Brasil
Nome: A Cidade Negra (Tradução livre)   
Número de Páginas: Sem informações
Lançamento: Sem informações
Editora: Novo Século                               



                                   Sinopse
  Original
  "Welcome to Anara, a world mysteriously crumbling to devastation, where nothing is what it seems: Ancient relics emit technologically advanced powers, members of the old Order are hunted by the governing Watch yet revered by the people, and the great energy that connects all seems to also be destroying all. The only hope for the world lies in Galen, a man of the old Order and a Keeper of relics, and his sixteen-year-old apprentice, Raffi. They know of a secret relic with great power that has been hidden for centuries. As they search for it, they will be tested beyond their limits. For there are monsters-some human, some not-that also want the relic's power and will stop at nothing to get it."

  (Tradução)
  Seja bem-vindo a Anara , um mundo misteriosamente sucumbindo à devastação, onde nada é o que parece: relíquias Antigas emitem poderes tecnologicamente avançados, membros da velha Ordem são caçados pela Vigia, porém reverenciados pelo povo, e a grande energia que conecta tudo parece estar também o destruindo. A única esperança do mundo está com Galen, um homem da velha Ordem e Guardião de relíquias, e seu aprendiz de dezesseis anos Raffi. Eles conhecem uma relíquia secreta com grande poder, que está escondida há séculos. Em sua busca pela mesma, serão testados além de seus limites. Pois há monstros, alguns humanos, outros não, que também querem o poder da relíquia, e não pararão por nada para conseguí-la.


              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      


  Esse é um livro de certa maneira parecido com Incarceron, porém completamente diferente... É estranho dizer isso, tenho noção disso, mas é a mais pura verdade. O cenário temporal, ao meu ver, é o mesmo: não há nenhum. A história pode se passar no passado esquecido ou no futuro improvável, você não tem como ter certeza do tempo da história, em nenhum momento e é isso que também ocorre em Incarceron. A principal diferença aqui é que, em Incarceron, temos uma história completamente intrincada, e você é jogado direto no meio da ação, enquanto em The Dark City temos uma história bem construída, mas um pouco mais simples.
  Tá, terminando com as ridículas e desnecessárias comparações: O mundo de Anara me surpreendeu completamente. É um mundo tão diferente, tão improvável, mas ao mesmo tempo a autora joga o leitor na história de uma maneira que podemos nos sentir em casa naquele mundo. A maneira de escrever de Fisher chega a ser bela, surpreendente. No início, eu me perdi um pouco, devo admitir, e em um momento tive que voltar atrás alguma páginas para reler mas, fora isso, a história te prende e te coloca no meio da ação constante do livro.
  As viagens de Raffi e Galen, e de Carys mais pro meio, são cheias de aventuras e acontecimentos totalmente inesperados. O leitor se desespera ao ler o diário de Carys (se entrar em mais detalhes conto spoilers) e ao evr os pensamentos de Raffi e Galen, tentando imaginar em vão o que vai acontecer.
  O livro não consegue ser Must Read por algumas pequeníssimas falhas na história, e pela mesma não ser tão elaborada como a outra que li da mesma autora (eu sou muito chato ahha), mas não ficam dúvidas de que o livro é muito bom, e recomendado! 


  Nota: 4    


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

sábado, 27 de agosto de 2011

Resenha: Airman (Aviador) - Eoin Colfer

  Oi, povo feliz!
  Sinto (sei com certeza absoluta) que não posto uma resenha há meses, e que isso deve estar irritando algumas pessoas, inclusive a mim meso. Sim, eu me irrito... Por isso mesmo, decidi fazer uma resenha (ou tentar, pelo menos) nos dias vagos do blog, ou seja, os dias em que não há posts semanais. Pra quem se esqueceu, agora os posts semanais serão dia-sim, dia-não, então será nos dias entre estes.
  A resenha de hoje é de um livro que eu li durante as férias de Julho e gostei muito e é um Must Read, que é Airman (Aviador) do Eoin Colfer. Foi o primeiro Young Adult dele que eu li, e achei muito melhor do que os Infantis que eu li (Artemis Fowl). Bom, lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                      
Nome: Airman                                               
Autor: Eoin Colfer
Gênero: Young Adult; Steampunk; Aventura
Número de Páginas: 412
Lançamento: 2008                                          
Editora: Puffin Books
_____________________
              Brasil
Nome: Aviador   
Número de Páginas: 448
Lançamento: 2009
Editora: Galera Record                               



                                   Sinopse
  Original
  "In the 1890s Conor and his family live on the sovereign Saltee Islands, off the Irish coast. Conor spends his days studying the science of flight with his tutor and exploring the castle with the king’s daughter, Princess Isabella. But the boy’s idyllic life changes forever the day he discovers a deadly conspiracy against the king. When Conor tries to intervene, he is branded a traitor and thrown into jail on the prison island of Little Saltee. There, he has to fight for his life, as he and the other prosoners are forced to mine for diamonds in inhumane conditions. 
  There is only one way to escape Little Saltee, and that is to fly. So Conor passes the solitary months by scratching drawings of flying machines on the prison walls. The months turn into years; but eventually the day comes when Conor must find the courage to trust his revolutionary designs and take to the air."

  Brasileira
  "Conor nasceu para voar. Ou, mais precisamente, nasceu voando. Em uma era de descobertas e invenções, muitos sonhavam em voar, mas para ele isto era mais do que um sonho: era seu destino. Em uma noite sombria, uma traição cruel e astuciosa destrói sua vida e rouba seu destino. Agora, Connor precisa ser o primeiro a conseguir alçar voo, para salvar a família e corrigir um terrível engano."

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      


  Eu li o primeiro livro desse autor (Artemis Fowl) com 9 ou 10 anos de idade, por aí, e achei muito bom. É um livro que te captura desde o começo, então quis ler mais do autor. Acabei não podendo comprar mais livros dele, mas esse ano minha amiga Beatriz (Books and Books) me emprestou Airman, em inglês. Admito que, apesar de achar o autor muito bom, eu estava com as expectativas um tanto baixas. "Um livro de época? Sobe voar?!?!" Bom... Devo dizer que comi, engoli e saboreei minhas palavras.
  Desde o início, início mesmo (desde o Prólogo!) Airman tem uma narrativa que te puxa pra história. O autor mistura meio-que-um-mistério com uma ação constante na cabeça do personagem, e tudo isso usando palavras belamente escolhidas para cada situação. Quem já vivenciou a mudança de um autor entre um livro Middle Grade (Infantil) e um Young Adult (Juvenil) sabe do que eu estou falando. A narrativa às vezes boba do Infantil desaparece, e é como se fosse outra pessoa escrevendo.
  Cada detalhe do personagem principal nos é mostrado na história, dentro de sua semi-perturbada cabeça. Também pudera, estando longe de seus pais e com um sonho inalcançável, mas OK. O Conor, na verdade, é um personagem que encanta ao leitor, não há mais como descrever. Todo o sofrimento e a mágoa que tem na mente e no coração são engolidos pra salvar a si próprio e a outros, ou seja, por um bem maior. Ele não deixa que nada o abale para conseguir alcançar seu sonho e salvar a quem ama.
  Esse livro foi um dos poucos no qual eu torci pra que o romance ocorresse no fim. Era tão, mas tão improvável e impossível de acontecer que você torcia por Conor e queria que ele ficasse com quem amava. Como eu disse, o autor te puxa pra história.
  O tempo em que se passa o livro, apesar das minhas preocupações iniciais, não me incomodou nem um pouco. Na verdade, dá um ar melhor ainda à história de Conor Broekhart. Sinto que, se tivesse sido ambientada nos dias de hoje, não seria o mesmo; não seria tão bom.
  Foi também, devo admitir, um dos poucos livros Young Adult em que o vilão faz mesmo coisas ruins, más, vis. Hoje em dia, dá pra perceber que a maior parte dos Young Adult tem vilões irritantes, mas só isso. Só irritantes. Um vilão não deve ser só irritante, deve ser também assassino, estranho, vil e um psicopata! E o vilão desse livro, cujo nome eu já esqueci (¬¬), tem todos esses traços. Ele não só traz o Inferno à vida de Conor, ele o faz mexendo também com sua mente e com a mente de sua família, e fazendo ambos lados terem ideias diferentes sobre uma mesa situação. É isso que faz Conor se sentir rejeitado, e é isso que o faz realizar seu sonho. Um dos melhores vilões de livro, actually.
  Resumindo: é um livro steampunk de aventura e mistério, com uma narrativa forte e constante, que só te faz querer ler mais. É um Must Read do blog, então READ!!! E eu sei que minhas resenhas quase nunca conseguem mostrar o quanto eu realmente gostei de um livro, como nesse caso, então espero que isso ajude:


  Nota: 5   


  P.S. READ!!!!!!!!


  É isso, povo! Espero que tenham gostado da possível, provável e que-eu-tanto-espero-que-seja volta do blog, e da resenha!
  Boa leitura!

sábado, 9 de julho de 2011

Review Week! - Day 6: Harry Potter and the Deathly Hallows - J.K.Rowling (releitura)

  Oi, povo feliz!
  Hoje vou resenhar um livro que acabei de reler anteontem, que é Harry Potter and the Deathly Hallows da J.K.Rowling... Não quero que acabe!!!! De qualquer jeito, lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                        
Nome: Harry Potter and the Deathly Hallows         
Autor: J.K.Rowling
Número de Páginas: 607 (UK)
Lançamento: 2007                                          
Editora: Bloomsbury (UK)
_____________________
              Brasil
Nome: Harry Potter e as Relíquias da Morte   
Número de Páginas: 590
Lançamento: 2007
Editora: Rocco                               



                                   Sinopse
  Original
  "Harry is waiting in Privet Drive. The Order of the Phoenix is coming to escort him safely away without Voldemort and his supporters knowing - if they can. But what will Harry do then? How can he fulfil the momentous and seemingly impossible task that Professor Dumbledore has left him?"

  Brasileira
  "Desta vez, Harry Potter foi encarregado de uma tarefa obscura, perigosa e aparentemente impossível: localizar e destruir os Horcruxes remanescentes de Voldemort. Potter nunca esteve tão sozinho nem teve de enfrentar um futuro tão sombrio. Porém, de algum modo, Harry deve encontrar dentro de si próprio a força para completar a tarefa que lhe foi dada: ele deve sair do ambiente acolhedor e seguro da Toca para seguir sem temor nem hesitação pelo inexorável caminho que lhe foi traçado...
  Na sétima e última parte da saga de Harry Potter, J.K. Rowling revela de modo espetacular respostas que há muito são esperadas. A encantadora e elaborada narrativa, com guinadas repentinas em compassos de tirar o fôlego, confirma a autora como uma grande contadora de histórias cujos livros serão lidos, re-lidos e lidos mais uma vez."

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Pra mim, esse é o melhor livro da série. Eu odeio que seja o melhor, porque é o último! O último não pode ser meu favorito mas, de alguma maneira, consegue ser. Mesmo sendo o final de tudo, eu senti que nesse livro a história do livro está muito bem estruturada, e que Hogwarts no fim não faz falta na história.
  Esse é o primeiro e único livro da série em que o trio não frequenta a tão conhecida escola de Hogwarts. Você pode achar que a história roda em volta deles em Hogwarts, que o livro não vai ficar bom se eles não estiverem aprendendo magia, mas na verdade isso acaba sendo benéfico pra história. Eles aprendem magia por 6 anos, e pra quê? Pra botar em prática! É isso que a J.K. faz nesse livro. Ela mostra, ao não levar Harry, Ron e Hermione para Hogwarts que eles confiam amplamente em Dumbledore, querem realizar o último pedido de Dumbledore, sua última missão para eles, e também mostra que eles não precisam mais de escolaridade. Eles já estão prontos para pegar tudo o que aprenderam nesses seis anos e botar em prática na luta contra Lord Voldemort.
  Percebe-se uma força maior, física e de espírito de todos os personagens, mas principalmente do trio principal. Harry, Ron e Hermione começam a lutar de verdade, e quase que não encontram dificuldades ao fazê-lo. Eles mostram essa força também ao ter uma certa perseverança para encontrar as Horcruxes. Passam meses viajando de lugar a lugar, cogitando esconderijos mas sem ter ideia alguma de onde procurar, e mesmo assim não desistem. Neville, Ginny, Luna e muitos outros em Hogwarts também mostram sua força ao continuar lutando contra o mandato de Snape e dos Comensais, mesmo sem Harry ao seu lado.
  Uma das partes mais excruciantes do livro é quando Ron dá um chilique e decide abandonar Harry e hermione. A tristeza, a solidão de ambos é uma coisa que você sente. Ela sai das páginas, flui pra dentro do leitor. Você sente pena dos dois, sente raiva suprema de Ron. Você quer mandar Ron "sort out his priorities", e quer dizer a Harry e Hermione que você estará lá para eles. Por mais ridículo que isso soe, é verdade. Agora, uma das melhores partes do livro, e que eu mal posso esperar pra ver no cinema são as memórias de Severus Snape, o "vilão" que só queria ajudar a Harry, e que nunca deixou de amar a mãe de Harry. Snape é meu personagem favorito, na verdade. Ele não é mau, nem nunca foi. Ele é só incompreendido.
  J.K.Rowling conseguiu, nesse livro, começar e terminar a história das Deathly Hallows sem cansar, nem sobrecarregar ao leitor. Ela conseguiu inserir toda essa nova informação na história de uma maneira que o leitor aprende os pedacinhos separados junto com Harry. Como eu disse, é uma história muito bem estruturada.
  Todos os fios soltos são desenvolvidos; os romances que deviam acontecer, acontecem, as batalhas que deviam acontecer acontecem; as mortes que não podiam de nenhuma maneira acontecer, acontecem, e você sente uma vontade de chegar para a autora e gritar "POR QUE?!?!?!?!". Como um todos, um livro muito bom, repleto de ação, aventura, mistério e magia, como todos os outros de Harry Potter. Recomendado pra todos, e eu mal posso esperar pra ver no cinema, apesar de NÃO (não mesmo, não mesmo, não mesmo não mesmo) querer que acabe. Ou seja, estou animado, mas também triste. Bom, veremos daqui a 5 dias! (POR QUE?!?!)


  Nota: 5  


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Review Week! - Day 5: Looking for Alaska - John Green

  Oi, povo feliz!
  Hoje vou resenhar um livro muito bom, mas muito triste, que é Looking for Alaska, do John Green. Lá vai!


  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                     
Nome: Looking for Alaska         
Autor: John Green
Número de Páginas: 221 
Lançamento: 2005                                          
Editora: Puffin
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              Brasil
Nome: Quem é Você, Alasca?   
Número de Páginas: 240
Lançamento: 2010
Editora: Martins Fontes                               





                                   Sinopse
  Original
  "Miles Halter is fascinated by famous last words and tired of his safe life at home. He leaves for boarding school to seek what the dying poet Francois Rabelais called the "Great Perhaps." Much awaits Miles at Culver Creek, including Alaska Young. Clever, funny, screwed-up, and dead sexy, Alaska will pull Miles into her labyrinth and catapult him into the Great Perhaps. 
  Looking for Alaska brilliantly chronicles the indelible impact one life can have on another. A stunning debut, it marks John Green's arrival as an important new voice in contemporary fiction."

  Brasileira
  "Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. "

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Looking for Alaska é um livro bem complicado. Quando eu peguei o livro, eu tinha medo de que fosse outro daqueles romances melosos, que existem só pra irritar, mas descobri algo completamente diferente disso.
  Primeiro eu tenho que dizer aqui que Alaska é uma história, pra botar em uma única palavra, brilhante. Você pode falar que é outra história como qualquer outra de adolescentes, fazendo piadas, fumando, bebendo, mas não. Alaska é completamente diferente. Primeiro pela escrita. É uma escrita graciosa, que te puxa. Tem partes do livro que, mesmo sem querer, te deixam pensando sobre algo completamente diferente, aspectos da sua própria vida que você pode comparar com aquele trecho. É um livro escrito de uma maneira que realmente te obriga a parar e pensar melhor, sobre vários aspectos de tudo ao seu redor.
  Uma das coisas que prende também é a organização do livro: começamos contando os "capítulos" 136 dias antes do acontecimento maior do livro, do "Dia D". Após esse acontecimento, temos a contagem progressiva, que termina 136 dias após o "Dia D". Admito que, por culpa de certa pessoa (Né, Giovana Coutinho Chiconelli?!?!) eu já sabia o que aconteceria nesse Dia, e também o autor vai soltando algumas dicas bem pequenas no caminho mas, de qualquer jeito, acabei me surpreendendo com a maneira com que o autor consegui impregnar as emoções na história, na cena, fazendo o leitor sentir tanto quanto o personagem.
  Eu adorei poder ver a história pelo ponto de vista do Miles. O Miles é, literalmente, todos os garotos da idade dele. Inseguro, quase nunca sabe o que fazer, e só quer se encaixar com os "populares", quer ter seu nome conhecido. Miles não quer mudar o que é, quem ele é. Ele simplesmente quer ter uma chance de ter amigos novos em um colégio novo, e faz coisas que nunca imaginara. A "voz" dele, então, é a voz de todos os adolescentes, mas também é, de certa maneira diferente. Ele é inseguro, mas também questiona. Ele quer se encaixar, mas também é introvertido, guarda seus pensamentos para si. Às vezes as partes do livro que nos obrigam a pensar são mesmo coisas que ele narra, frases pensadas ou ditas por Miles, de maneira bonita e "filosófica".
  Meu personagem preferido, com certeza, é o Colonel. Ele é, literalmente, destemido. Ele enfrenta quem quer, faz o que quer, e mesmo assim consegue não ter uma personalidade arrogante, ou idiota. Ele é um personagem muito legal, e dominante, e por isso preferi ele na história.
  É, acima de tudo, um livro bem, bem (BEEEEEEEEEEEM) pesado, e eu acho que talvez poderia ter esperado alguns anos pra ler, até pra entender melhor. De qualquer jeito, fico feliz de ter lido. É uma história realmente linda de amizade, adolescência e romance e, apesar de ser muito triste, se tornou um dos meus livros favoritos. Acho que todos devem ler em algum momento na vida. Ah, sem dar spoilers, eu queria parabenizar o autor pelo final do livro. A homenagem feita a uma certa pessoa, além de engraçada, faz o leitor sorrir só pensando na história, em como essa certa pessoa ficaria feliz. O final perfeito pra esse livro.


  Nota: 5  

  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!