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sábado, 9 de julho de 2011

Review Week! - Day 6: Harry Potter and the Deathly Hallows - J.K.Rowling (releitura)

  Oi, povo feliz!
  Hoje vou resenhar um livro que acabei de reler anteontem, que é Harry Potter and the Deathly Hallows da J.K.Rowling... Não quero que acabe!!!! De qualquer jeito, lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                        
Nome: Harry Potter and the Deathly Hallows         
Autor: J.K.Rowling
Número de Páginas: 607 (UK)
Lançamento: 2007                                          
Editora: Bloomsbury (UK)
_____________________
              Brasil
Nome: Harry Potter e as Relíquias da Morte   
Número de Páginas: 590
Lançamento: 2007
Editora: Rocco                               



                                   Sinopse
  Original
  "Harry is waiting in Privet Drive. The Order of the Phoenix is coming to escort him safely away without Voldemort and his supporters knowing - if they can. But what will Harry do then? How can he fulfil the momentous and seemingly impossible task that Professor Dumbledore has left him?"

  Brasileira
  "Desta vez, Harry Potter foi encarregado de uma tarefa obscura, perigosa e aparentemente impossível: localizar e destruir os Horcruxes remanescentes de Voldemort. Potter nunca esteve tão sozinho nem teve de enfrentar um futuro tão sombrio. Porém, de algum modo, Harry deve encontrar dentro de si próprio a força para completar a tarefa que lhe foi dada: ele deve sair do ambiente acolhedor e seguro da Toca para seguir sem temor nem hesitação pelo inexorável caminho que lhe foi traçado...
  Na sétima e última parte da saga de Harry Potter, J.K. Rowling revela de modo espetacular respostas que há muito são esperadas. A encantadora e elaborada narrativa, com guinadas repentinas em compassos de tirar o fôlego, confirma a autora como uma grande contadora de histórias cujos livros serão lidos, re-lidos e lidos mais uma vez."

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Pra mim, esse é o melhor livro da série. Eu odeio que seja o melhor, porque é o último! O último não pode ser meu favorito mas, de alguma maneira, consegue ser. Mesmo sendo o final de tudo, eu senti que nesse livro a história do livro está muito bem estruturada, e que Hogwarts no fim não faz falta na história.
  Esse é o primeiro e único livro da série em que o trio não frequenta a tão conhecida escola de Hogwarts. Você pode achar que a história roda em volta deles em Hogwarts, que o livro não vai ficar bom se eles não estiverem aprendendo magia, mas na verdade isso acaba sendo benéfico pra história. Eles aprendem magia por 6 anos, e pra quê? Pra botar em prática! É isso que a J.K. faz nesse livro. Ela mostra, ao não levar Harry, Ron e Hermione para Hogwarts que eles confiam amplamente em Dumbledore, querem realizar o último pedido de Dumbledore, sua última missão para eles, e também mostra que eles não precisam mais de escolaridade. Eles já estão prontos para pegar tudo o que aprenderam nesses seis anos e botar em prática na luta contra Lord Voldemort.
  Percebe-se uma força maior, física e de espírito de todos os personagens, mas principalmente do trio principal. Harry, Ron e Hermione começam a lutar de verdade, e quase que não encontram dificuldades ao fazê-lo. Eles mostram essa força também ao ter uma certa perseverança para encontrar as Horcruxes. Passam meses viajando de lugar a lugar, cogitando esconderijos mas sem ter ideia alguma de onde procurar, e mesmo assim não desistem. Neville, Ginny, Luna e muitos outros em Hogwarts também mostram sua força ao continuar lutando contra o mandato de Snape e dos Comensais, mesmo sem Harry ao seu lado.
  Uma das partes mais excruciantes do livro é quando Ron dá um chilique e decide abandonar Harry e hermione. A tristeza, a solidão de ambos é uma coisa que você sente. Ela sai das páginas, flui pra dentro do leitor. Você sente pena dos dois, sente raiva suprema de Ron. Você quer mandar Ron "sort out his priorities", e quer dizer a Harry e Hermione que você estará lá para eles. Por mais ridículo que isso soe, é verdade. Agora, uma das melhores partes do livro, e que eu mal posso esperar pra ver no cinema são as memórias de Severus Snape, o "vilão" que só queria ajudar a Harry, e que nunca deixou de amar a mãe de Harry. Snape é meu personagem favorito, na verdade. Ele não é mau, nem nunca foi. Ele é só incompreendido.
  J.K.Rowling conseguiu, nesse livro, começar e terminar a história das Deathly Hallows sem cansar, nem sobrecarregar ao leitor. Ela conseguiu inserir toda essa nova informação na história de uma maneira que o leitor aprende os pedacinhos separados junto com Harry. Como eu disse, é uma história muito bem estruturada.
  Todos os fios soltos são desenvolvidos; os romances que deviam acontecer, acontecem, as batalhas que deviam acontecer acontecem; as mortes que não podiam de nenhuma maneira acontecer, acontecem, e você sente uma vontade de chegar para a autora e gritar "POR QUE?!?!?!?!". Como um todos, um livro muito bom, repleto de ação, aventura, mistério e magia, como todos os outros de Harry Potter. Recomendado pra todos, e eu mal posso esperar pra ver no cinema, apesar de NÃO (não mesmo, não mesmo, não mesmo não mesmo) querer que acabe. Ou seja, estou animado, mas também triste. Bom, veremos daqui a 5 dias! (POR QUE?!?!)


  Nota: 5  


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Review Week! - Day 5: Looking for Alaska - John Green

  Oi, povo feliz!
  Hoje vou resenhar um livro muito bom, mas muito triste, que é Looking for Alaska, do John Green. Lá vai!


  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                     
Nome: Looking for Alaska         
Autor: John Green
Número de Páginas: 221 
Lançamento: 2005                                          
Editora: Puffin
_____________________
              Brasil
Nome: Quem é Você, Alasca?   
Número de Páginas: 240
Lançamento: 2010
Editora: Martins Fontes                               





                                   Sinopse
  Original
  "Miles Halter is fascinated by famous last words and tired of his safe life at home. He leaves for boarding school to seek what the dying poet Francois Rabelais called the "Great Perhaps." Much awaits Miles at Culver Creek, including Alaska Young. Clever, funny, screwed-up, and dead sexy, Alaska will pull Miles into her labyrinth and catapult him into the Great Perhaps. 
  Looking for Alaska brilliantly chronicles the indelible impact one life can have on another. A stunning debut, it marks John Green's arrival as an important new voice in contemporary fiction."

  Brasileira
  "Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. "

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Looking for Alaska é um livro bem complicado. Quando eu peguei o livro, eu tinha medo de que fosse outro daqueles romances melosos, que existem só pra irritar, mas descobri algo completamente diferente disso.
  Primeiro eu tenho que dizer aqui que Alaska é uma história, pra botar em uma única palavra, brilhante. Você pode falar que é outra história como qualquer outra de adolescentes, fazendo piadas, fumando, bebendo, mas não. Alaska é completamente diferente. Primeiro pela escrita. É uma escrita graciosa, que te puxa. Tem partes do livro que, mesmo sem querer, te deixam pensando sobre algo completamente diferente, aspectos da sua própria vida que você pode comparar com aquele trecho. É um livro escrito de uma maneira que realmente te obriga a parar e pensar melhor, sobre vários aspectos de tudo ao seu redor.
  Uma das coisas que prende também é a organização do livro: começamos contando os "capítulos" 136 dias antes do acontecimento maior do livro, do "Dia D". Após esse acontecimento, temos a contagem progressiva, que termina 136 dias após o "Dia D". Admito que, por culpa de certa pessoa (Né, Giovana Coutinho Chiconelli?!?!) eu já sabia o que aconteceria nesse Dia, e também o autor vai soltando algumas dicas bem pequenas no caminho mas, de qualquer jeito, acabei me surpreendendo com a maneira com que o autor consegui impregnar as emoções na história, na cena, fazendo o leitor sentir tanto quanto o personagem.
  Eu adorei poder ver a história pelo ponto de vista do Miles. O Miles é, literalmente, todos os garotos da idade dele. Inseguro, quase nunca sabe o que fazer, e só quer se encaixar com os "populares", quer ter seu nome conhecido. Miles não quer mudar o que é, quem ele é. Ele simplesmente quer ter uma chance de ter amigos novos em um colégio novo, e faz coisas que nunca imaginara. A "voz" dele, então, é a voz de todos os adolescentes, mas também é, de certa maneira diferente. Ele é inseguro, mas também questiona. Ele quer se encaixar, mas também é introvertido, guarda seus pensamentos para si. Às vezes as partes do livro que nos obrigam a pensar são mesmo coisas que ele narra, frases pensadas ou ditas por Miles, de maneira bonita e "filosófica".
  Meu personagem preferido, com certeza, é o Colonel. Ele é, literalmente, destemido. Ele enfrenta quem quer, faz o que quer, e mesmo assim consegue não ter uma personalidade arrogante, ou idiota. Ele é um personagem muito legal, e dominante, e por isso preferi ele na história.
  É, acima de tudo, um livro bem, bem (BEEEEEEEEEEEM) pesado, e eu acho que talvez poderia ter esperado alguns anos pra ler, até pra entender melhor. De qualquer jeito, fico feliz de ter lido. É uma história realmente linda de amizade, adolescência e romance e, apesar de ser muito triste, se tornou um dos meus livros favoritos. Acho que todos devem ler em algum momento na vida. Ah, sem dar spoilers, eu queria parabenizar o autor pelo final do livro. A homenagem feita a uma certa pessoa, além de engraçada, faz o leitor sorrir só pensando na história, em como essa certa pessoa ficaria feliz. O final perfeito pra esse livro.


  Nota: 5  

  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

Review Week! - Day 4: Unwind - Neal Shusterman

  Oi, povo feliz!
  Era pra eu postar essa resenha ontem, eu sei, mas acabei ficando com muito sono e não consegui... Anyways...
  Hoje vou resenhar um livro bem desconhecido, mas muito legal, que é Unwind do Neal Shusterman. Lá vai!

   Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                                                 
Nome: Unwind         
Autor: Neal Shusterman
Número de Páginas: 335
Lançamento: 2007                                          
Editora: Simon & Schuster Children's Publishing
_____________________
              Brasil
Nome: Desatado (tradução livre)    
Número de Páginas: Sem informações
Lançamento: Sem previsão
Editora: Sem informações                               



                                   Sinopse
  Original
  "Connor, Risa, and Lev are running for their lives.
  The Second Civil War was fought over reproductive rights. The chilling resolution: Life is inviolable from the moment of conception until age thirteen. Between the ages of thirteen and eighteen, however, parents can have their child "unwound," whereby all of the child's organs are transplanted into different donors, so life doesn't technically end. Connor is too difficult for his parents to control. Risa, a ward of the state is not enough to be kept alive. And Lev is a tithe, a child conceived and raised to be unwound. Together, they may have a chance to escape and to survive."

  (Tradução)
  Connor, Risa e Lev estão correndo por suas vidas.
  A Segunda Guerra Civil foi focada nos direitos reprodutivos. A resolução apavorante: A vida é inviolável desde o momento de concepção até os treze anos de idade. Entre as idades de treze e dezoito, entretanto, pais podem "desatar" seus filhos, de modo que todos os orgãos da criança são transplantados em diferentes doadores, então a vida tecnicamente não termina. Connor é um problema grande demais para seus pais controlarem. Risa, uma protegida do estado não é talentosa o suficiente para viver. E Lev é um dízimo, uma criança concebida e criada pra ser desatada. Juntos, podem ter a chance de escapar, e de sobreviver.


              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Unwind é um livro bem estranho... Ele nos apresenta um estilo de vida, de ver o mundo, completamente diferente do normal, e altamente inconveniente. É um mundo surreal, que parece difícil de imaginar e, mesmo assim, Neal Shusterman suga o leitor para dentro desse mundo, mostrando cada detalhe com vivacidade, e fazendo esse mundo parecer real, nos fazendo até ficar com medo de ser unwinded (Eu sei que traduzi lá encima como desatado, mas esse nome me dá nos nervos, então vou usar unwinded mesmo).
  Desde o começo, ele nos apresenta três adolescentes, com problemas diferentes: Connor, um adolescente problemático; Risa, uma protegida do estado que não consegue ser boa o suficiente e Lev, um dizimo, que toda a vida soube que seria unwinded. As vidas dos três são bem diferentes, e ficaram bem legais de ler na história, uma vez que não tem nada mesmo de parecido.
  A maneira em que a história é contada é bem interessante, bem diferente. Ela é contada numa terceira pessoa no presente, como Cryer's Cross da Lisa McMann, mas ela vai mudando de ponto de vista a cada capítulo, e não só dos personagens principais, como de todo mundo na história. Vilões, "mocinhos", temos o ponto de vista de todos. E outra coisa muito legal sobre isso foi a maneira que o autor começou a história nos apresentando àquele mundo, fazendo-nos nos acostumar, e também apresentando a vida e a história de cada personagem. Só depois é que o autor começa mesmo, e de maneira legal e bem experiente, a entrelaçar as três histórias, puxando o leitor ainda mais pra dentro daquele mundo.
  Uma parte que eu não entendi, e acho que vou continuar sem entender por alguns meses, é a do bebê. Do meio do nada, entra um bebê na história, e agora temos três adolescentes e um bebê. Ele não é importante, nem muda nada na história. O bebê só está lá pra ocupar espaço, basicamente. Pra mim, esse foi o único ponto confuso na história.
  Chega um momento em que os três encontram um lugar chamado Graveyard, onde estão todas as crianças que fugiram de ser unwinded. Eu achei essa parte do livro bem interessante, mostrando as crianças vivendo em verdadeira rebelião, e tal. Ah, e a última coisa que eu achei que ficou muito boa foi que o autor terminou o livro não nos deixando na mão quanto ao assunto do unwind. Ele mostra, com certos detalhes (nada nojento), o ponto de vista de um personagem enquanto ocorre seu unwinding, e ainda depois esse personagem (ou uma certa parte dele) se torna importante na história.
  Pra resumir: Gostei bastante do estilo de escrita desse autor, ele realmente consegue capturar o leitor, enfiar-nos no meio dessa trama de suspense, mistérios e muita ação. Pretendo ler mais livros do Neal Shusterman (*cof* Everlost *cof*), e ainda descobri que Unwind tem uma continuação, Unwholly, prevista pra 2012, então podem esperar que estarei lendo esse aí em breve!


  Nota: 4  


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Review Week! - Day 3: Cryer's Cross - Lisa McMann

  Oi, povo feliz!
  Hoje, no terceiro dia do Review Week, eu vou resenhar Cryer's Cross da Lisa McMann, que eu meio que li há dois meses, mas ok... ¬¬ Haha Lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                          
Nome: Cryer's Cross        
Autor: Lisa McMann
Número de Páginas: 233
Lançamento: Fevereiro 2011                                          
Editora: Simon Pulse
_____________________
              Brasil
Nome: Cryer's Cross   
Número de Páginas: Sem informações
Lançamento: Previsto para fim de 2011/início de 2012
Editora: Novo Século                                



                                   Sinopse
  Original
  "The small town of Cryer’s Cross is rocked by tragedy when an unassuming freshman disappears without a trace. Kendall Fletcher wasn’t that friendly with the missing girl, but the angst wreaks havoc on her OCD-addled brain.
  When a second student goes missing—someone close to Kendall’s heart—the community is in an uproar. Caught in a downward spiral of fear and anxiety, Kendall’s not sure she can hold it together. When she starts hearing the voices of the missing, calling out to her and pleading for help, she fears she’s losing her grip on reality. But when she finds messages scratched in a desk at school—messages that could only be from the missing student who used to sit there—Kendall decides that crazy or not, she’d never forgive herself if she didn’t act on her suspicions.
  Something’s not right in Cryer’s Cross—and Kendall’s about to find out just how far the townspeople will go to keep their secrets buried."

  (Tradução)
   A pacata cidade de Cryer's Cross fica abalada por tragédia quando uma modesta caloura desaparece sem deixar vestígios. Kendall Fletcher não era lá muito amiga da menina desaparecida, mas a angústia causa fortes estragos em seu cérebro TOC confuso.
  Quando um segundo aluno desaparece - alguém muito querido por Kendall - a população entra em crise. Presa em um redemoinho de medo e ansiedade, Kendall não tem certeza se pode permanecer forte. Já quandoe la começa a ouvir as vozes das pessoas desaparecidas, chamando-a e implorando por ajuda, ela teme estar perdendo a noção do que é real ou não. Mas, quando encontra mensagens arranhadas em uma carteira de sua escola, mensagens que só poderiam ser da aluna desaparecida que se sentava ali - Kendall decide que, louca ou não, nunca poderia perdoar a si mesma se não fizesse algo a respeito de suas suspeitas.
  Algo não está nada certo em Cryer's Cross - e Kendall está prestes a descobrir o quão longe os cidadãos irão para manter seus segredos enterrados.

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Quando eu comecei a ler Cryer's Cross, eu esperava uma "overdose" de sobrenatural, uma história que envolvia espíritos, fantasmas, etc... e alguma historinha aí no meio. Mas não foi isso que eu encontrei.
  Cryer's Cross é uma história boa desde o começo, quando o único que a autora faz é dar ênfase ao quão pequena era a cidade, a como todos se conheciam, etc... É tão pequena que só tem uma sala de Ensino Médio, para todos os quatro anos dividirem, na verdade! Apesar de só falar da cidade, a autora consegue nos prender desde o começo, com sua escrita misteriosa e viciante.
  Depois de algumas páginas (mais ou menos 100, na verdade...) interessantes envolvendo cidades e desaparecimentos, é que começa a entrar a parte sobrenatural: o cérebro TOC de Kendall começa a perceber grafites estranhos na mesa de seu amigo, e ouvir sua voz a chamando, cada vez mais para perto. Acho que esse livro devia dar medo mas, pra mim, não conseguiu, Com certeza dá um arrepio na espinha, já que a cada dois capítulos, mais ou menos, temos um pequeno texto dos fantasmas, ou espíritos, meio que se comunicando com o leitor.
  Uma das melhores partes do livro, pra mim, foi o fato de podermos ler a história do ponto de vista de Kendall. Isso faz o livro diferente de diversas maneiras. Por exemplo, foi o primeiro que eu li, e um dos poucos por aí que envolvem uma personagem principal com TOC. Esse ponto, no livro, foi até que divertido de ler, pois Kendall meio que não conseguia pensar direito às vezes. Ela tinha essas compulsões (literalmente) para chegar mais cedo na única sala de aula e alinhas mesas e cadeiras, perfeitamente enfileiradas; ajeitar a persiana; localizar perfeitamente a lata de lixo, etc... E é tudo tão estranho para nós, leitores, que se torna interessante! Tá, na verdade eu fiquei com medo no meio da leitura, porque eu faço algumas das coisas que Kendall faz, mas ok...
  Outra coisa que eu nunca tinha visto, mas que já me falaram que é característico dessa autora é o fato do livro ser contado na terceira pessoa, mas no presente. Agora está de moda fazer livros Young Adult, principalmente distópicos (cof cópias de The Hunger Games cof), na primeira pessoa e no presente, e eu achei bem interessante que a autora variou e colocou na terceira pessoa. Isso às vezes fica confuso pelo uso excessivo da autora do nome da personagem. É tipo: Kendall took a shower, and then Kendall went dwnstairs to check on her dog. And that's when Kendall... Tá, talvez não tão excessivo, mas eu senti que a autora podia ter variado um pouco às vezes.
  E o final... Ah... Pra mim, o melhor final que o livro poderia ter foi o que a autora escolheu. É muito bem desenvolvido, é surpreendente e completamente imprevisível, e além do mais que realmente dá um nó na história. Você sente que é um verdadeiro fim, e eu gostei muito (até porque me deu calafrios haha).
  E o último ponto que eu vou falar do livro é o do romance. Foi o primeiro livro em que eu realmente gostei do romance! Não é um romance meloso, em que os personagens trocam um olhar e já sabem que foram feitos um para o outro. Ela era estranha, ele um babaca. Eles começam se odiando profundamente, mas tendo que conviver por necessidade e proteção. O ódio acaba virando uma aturação, que passa pra amizade, e só então pra um romance, abordado apenas no final do livro! Isso é ótimo! Já tava na hora de alguém por um fim no amor meloso à primeira vista nos YA, na minha opinião.
  Fãs de romances e mistérios sobrenaturais com certeza devem dar uma olhada nesse novo livro da autora da trilogia Wake (que eu nunca li, nem vou ler), e do futuro livro Middle Grade The Unwanteds (que eu quero muito ler)! É um livro stand-alone, ou seja, não tem continuação, e eu acho que isso faz muito bem ao próprio livro. Uma continuação ficaria chata e cansativa, na minha opinião.


  Nota: 4   

  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Review Week! - Day 2: Harry Potter and the Order of the Phoenix - J.K.Rowling (releitura)

  Oi, povo feliz!
  Eu decidi que as minhas resenhas de Harry Potter não vão ser mais como de releitura, porque eu não lia há tanto tempo que é como se estivesse lendo pela primeira vez de novo ¬¬. Dado isso, as resenhas vão ser como resenhas normais. Então... No nosso segundo dia do Review Week eu vou resenhar Harry Potter and the Order of the Phoenix da J.K.Rowling. Lá vai!

  Informações (Ir)relevantes:
         Original                                                                           
Nome: Harry Potter and the Order of the Phoenix         
Autor: J.K.Rowling
Número de Páginas: 766 (UK)
Lançamento: 2003                                           
Editora: Bloomsbury (UK)
_____________________
              Brasil
Nome: Harry Potter e a Ordem da Fênix   
Número de Páginas: 702
Lançamento: 2003
Editora: Rocco                               



                                   Sinopse
  Original
  "Dumbledore lowered his hands and surveyed Harry through his half-moon glasses. 'It is time,' he said, 'for me to tell you what I should have told you five years ago, Harry. Please sit down. I am going to tell you everything.' 
  Harry Potter is due to start his fifth year at Hogwarts School of Witchcraft and Wizadry. He is desperate to get back to school and find out why his friends Ron and Hermione have been so secretive all summer. However, what Harry is about to discover in his new year at Hogwarts will turn his whole world upside down ...But before he even gets to school, Harry has an unexpected and frightening encounter with two Dementors, has to face a court hearing at the Ministry of Magic and has been escorted on a night-time broomstick ride to the secret headquarters of a mysterious group called 'The Order of the Phoenix'. And that is just the start. A gripping and electrifying novel, full of suspense, secrets, and - of course - magic."

  Brasileira
  "Harry Potter vai começar seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Está desesperado para retornar à escola e descobrir por que seus melhores amigos, Rony e Hermione, andaram tão misteriosos durante as férias. Porém, o que o jovem bruxo está prestes a descobrir nesse novo ano em Hogwarts vai provocar uma grande reviravolta em seu mundo."

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  Eu nunca tenho muito pra falar dos livros de Harry Potter, simplesmente pelo fato de que cada um me deixa tão, literalmente, sem palavras, que eu não consigo descrever a sensação de virar aquelas páginas.
  Isso pode ter parecido meloso, mas é verdade. De qualquer jeito, vamos tentar: O quinto ano de Harry em Hogwarts traz, como sempre, vários problemas pelos quais ele tem que passar, já que ele é o Harry Potter e não consegue levar uma vida escolar normal... Esse é um livro bem focado nas ações que Harry, Ron e Hermione tomam para se preparar na luta contra Lord Voldemort. Eles começam a tão conhecida Armada de Dumbledore, que é uma coisa bem interessante de ler na história, já que Harry começa a se sentir como se fosse um verdadeiro professor, ficando orgulhoso quando seus "alunos" desenvolvem novas técnicas e tal.
  A parte da Ordem da Fênix também é muito legal, porque aí vemos uma organização mantida desde a época em que Dumbledore era jovem, e totalmente voltada pra rebelião contra Voldemort.
  Nesse livro encontramos várias surpresas e ação, misturados com problemas de relacionamentos, de estudos, etc... Ou seja, coisas de adolescentes normais, o que não podemos esquecer que o trio é e sempre foi! Ah, também é bem visível que a J.K. quis destacar vários personagens aos quais ninguém dava atenção, e uma que nem tinha sido mostrada, mostrando todo o potencial de Neville, Luna e Ginny. O trio improvável, e "insignificante" acaba sendo de grande ajuda para o trio principal, e até salvam eles, mostrando também sua importância.
  Como todos os livros de Harry Potter, recomendadíssimo para todos, todos e TODOS! Todo mundo deve ler Harry Potter!


  Nota: 5

  Bom, eu nunca disse que a resenha seria longa! ¬¬ Haha Mas, anyways, espero que tenham gostado!
  Boa leitura!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Review Week! - Day 1: Divergent - Veronica Roth

  Oi, povo feliz!
  Devido às 7 resenhas pendentes que eu tinha, eu decidi criar a segunda Review Week aqui do blog (pra quem não se lembra, a primeira recebeu o nome de Review Holiday) que é, obviamente, uma semana inteira na qual farei uma resenha por dia!
  A resenha de hoje será de Divergent, da Veronica Roth. O livro é muito bom, já entrou na minha lista de Must Read em quarto lugar, e já é meu preferido de 2011! Lá vai!

  OBS: Eu voltei a usar o modelo de Nota normal (1 a 5), retirei a Nota pra Capa, e também Um Livro em Três Palavras então a resenha meio que mudou.

  Informações (Ir)relevantes
         Original                                                               
Nome: Divergent                   
Autor: Veronica Roth
Número de Páginas: 487 
Lançamento: Maio 2011                                            
Editora: Katherine Tegen Books
_____________________
              Brasil
Nome: Divergente   
Número de Páginas: Sem informações
Lançamento: Previsto para final de 2011
Editora: Rocco                               



                                   Sinopse
  Original
  "In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself.
  During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her."

  (Tradução livre)
  Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade é dividida em cinco facções, cada uma dedicada ao cultivo de uma virtude em particular: Candor (Honestos), Abnegation (Altruístas), Dauntless(Corajosos), Amity (Pacíficos) e Erudite (Inteligentes) Em um certo dia de cada ano, todos os jovens de dezesseis anos devem selecionar a facção à qual se dedicarão pelo resto de suas vidas. Para Beatrice, a decisão está entre ficar com sua família ou ser ela mesma, e ela não pode ter ambos. Então, faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma.
  Durante a altamente competitiva iniciação que se segue, Beatrice muda seu nome para Tris, e luta para determinar quem são seus verdadeiros amigos, e onde exatamente um romance com um garota por vezes fascinante, por vezes enfurecedor se encaixa na vida que escolheu. Mas Tris também tem um segredo, que mantém escondido de todos porque fora sido avisada que poderia levar à morte. E à medida que descobre um conflito crescente que ameaça a sua sociedade aparentemente perfeita, também aprende que seu segredo pode ajudá-la a salvar aqueles que ama.... mas também pode destruí-la.

              
            E, finalmente, a porcaria da resenha...      

  É difícil falar desse livro sem contar spoilers, pois as surpresas que você vai encontrar ao virar cada página dessa ficção distópica vão, literalmente, te deixar de queixo caído. Eu perdi a conta, no meio da leitura, das vezes em que involuntariamente respirei fundo, esfreguei os olhos, ou tive que voltar na página pra reler o que havia acontecido. Essa é a velocidade com que as coisas acontecem nesse livro.
  Se você sabe algo desse livro, saberá desde o começo que o fogo na capa só pode significar uma coisa: Dauntless. Sim, essa é a facção para a qual Tris vai e, se vocês acharem isso um spoiler, me desculpem, mas não tinha como fazer essa resenha sem falar da vida em Dauntless. Dauntless é a facção pra onde vão apenas os corajosos, ou os que sabem controlar seus medos. O livro gira principalmente em torno da iniciação de Tris à vida em Dauntless, e é uma coisa de loucos! As coisas que os iniciantes são obrigados a fazer, ou a maioria delas, são coisas inimagináveis pra muitos. Tá, eu admito que muitas vezes me encontrei pensando como seria pular de um trem em movimento, ou de um precipício, ou muitas outras coisas que eles fazem, mas também não sei se conseguiria (Claro que mesmo assim quero ser Dauntless). Veronica Roth criou um ambiente perfeito para a história, na minha opinião.
  A ação no livro também é um ponto forte, devido ao fato de Tris ser Dauntless. É uma ação quase ininterrupta, que te prende ao livro, e te faz querer ler mais. Se você leu minha resenha de Hunger, do Michael Grant, você vai saber que a ação em excesso em um livro me cansa, tanto que eu nem gostei muito de Hunger, mas Veronica Roth também conseguiu colocar essa ação no livro de uma maneira não cansativa mas, como eu disse antes, viciante. Só isso: viciante!
  Os personagens de Divergent foram bem pensados e bem criados na história. Temos a Tris, que é uma personagem forte, corajosa, que passa pelas piores dificuldades e tribulações, e continua de cabeça para o alto; temos o Four, mentor de Tris, que prova ser durão, mas também ter várias inseguranças e medos que o fazem o que todos nós somos: humano: temos a Christina, o Al, o Peter, o Caleb, o Eric... Na verdade, todos os personagens do livro, sejam principais ou secundários, vilões ou mocinhos, se destacam de alguma maneira. Cada um tem seus traços distintivos, que o fazem ter um papel no enredo final.
  Uma coisa que eu não podia sair daqui sem mencionar é a constante comparação do livro com The Hunger Games, e eu quero dizer que eles não tem nada a ver, e que The Hunger Games é, por bem pouco, melhor. A comparação é feita simplesmente por ser uma distopia na primeira pessoa, imagino eu, porque os livros têm um cenário completamente diferente, um enredo completamente diferente e um desenvolvimento completamente diferente! O que eu vejo, sim, é a semelhança da Katniss com a Tris. Ambas são fortes, determinadas, mas ao mesmo tempo ingênuas e questionadoras, sem às vezes saber o que fazer.
    Quanto ao cenário do livro, Veronica Roth criou uma sociedade distópica ao mesmo tempo perfeita e aterrorizante. Imaginar o mundo dividido de acordo com os valores que cada facção ensina é difícil, mas também admito que demorou uns dois dias pra esse mundo sair da minha cabeça. Ela obriga o leitor a mergulhar de cabeça nessa história, nessa vida futurística. O Divergent Faction Quiz (em inglês, e no Facebook) me categorizou como Amity (os pacíficos), e eu admito que, mesmo querendo muito ser Dauntless, a descrição de Amity me descreve perfeitamente, então...
  Os direitos de Divergent já foram comprados pela Summit, a mesma produtora que fez os filmes de Crepúsculo, mas o diretor ainda não tem certeza se fará um filme para cada livro, ou apenas um para a trilogia. Só espero que esse filme dê certo...
  É um livro repleto de ação, mistério e romance, em que você não vai conseguir prever nem o que acontecerá na linha seguinte. Recomendado para todos os fãs de The Hunger Games, e olha que vocês podem até gostar mais de Divergent! Mal posso esperar por Insurgent, a continuação!



  Nota: 5 (E se fosse mais de 5 eu dava mais!)


  É isso, povo! Espero que tenham gostado!
  Boa leitura!